Um mandato diferente — governança, não M&A
A maioria dos casos de interpretação simultânea em finanças corporativas é pontual: um deal de M&A com começo, meio e fim. A lingo interpreta a management presentation, a due diligence, o signing — e o mandato termina.
O mandato com a Macquarie × Solví é diferente na sua natureza. O conselho de uma empresa como a Solví não tem data de encerramento — ele se reúne mensalmente, por anos, para deliberar sobre estratégia, investimentos, ESG, governança e performance operacional. Com representantes australianos da Macquarie em fuso horário distante e reuniões que passaram a ser totalmente remotas com a pandemia, a lingo prestou o serviço de RSI de forma recorrente por vários anos.
Em M&A, o intérprete prepara um glossário, interpreta o evento, e encerra. Em governança corporativa recorrente, o intérprete constrói uma memória terminológica da empresa — os projetos internos, as métricas que o conselho acompanha, os nomes dos executivos, o vocabulário específico daquela empresa. A consistência terminológica entre reuniões é tão importante quanto a precisão em cada reunião individual. É um relacionamento de longo prazo entre intérprete e organização.
- →Começo e fim definidos
- →Glossário preparado uma vez
- →Vocabulário de deal (SPA, EV, reps & warranties)
- →Equipes externas de advisors
- →Reuniões mensais por anos
- →Memória terminológica cumulativa
- →Vocabulário específico da empresa e setor
- →Relacionamento com o conselho e liderança
A Solví e sua escala
Para contextualizar a importância das reuniões interpretadas: a Solví não é uma empresa pequena. Com R$ 3,5 bilhões de receita e operações em três países, é uma das âncoras do portfólio de infraestrutura da Macquarie no Brasil — e uma empresa de impacto ambiental direto para mais de 10 milhões de pessoas.
A Planta Biometano Caieiras — parte do investimento da Macquarie no processo de waste-to-energy da Solví — produz aproximadamente 70.000 m³/dia de biometano, combustível renovável essencial para a transição energética. A Solví foi pioneira no Brasil em negociar créditos de carbono de aterros sanitários.
RSI durante a pandemia — o mandato que não parou
Em março de 2020, reuniões presenciais com participantes internacionais tornaram-se impossíveis. Para empresas com investidores estrangeiros — como a Solví com a Macquarie australiana — a governança corporativa precisava continuar acontecendo, independentemente das restrições de viagem e distanciamento.
A lingo proveu RSI para as reuniões do conselho durante o período da pandemia, permitindo que executivos australianos da Macquarie e a liderança brasileira da Solví deliberassem com precisão — em inglês e português — via plataforma de videoconferência, como se estivessem na mesma sala.
Este é um dos aspectos menos documentados da RSI: não são apenas os grandes eventos de conferência que precisam de interpretação remota. Conselhos de administração com membros internacionais precisam de interpretação toda reunião — e esse fluxo contínuo é invisível para quem está do lado de fora.