Uma fábrica é um documento vivo. Capacidade, qualidade, segurança, manutenção e investimento aparecem na linha de produção antes de aparecerem em uma planilha — e precisam ser interpretados com a mesma precisão dos termos da aquisição.
Em 2020, Alex acompanhou visitas às unidades de Araçariguama, em São Paulo, e Cuiabá, em Mato Grosso, no contexto da aquisição do Café Brasileiro pela 3corações. O trabalho conectou o vocabulário industrial observado no chão de fábrica às conversas estratégicas entre três grupos de origens distintas.
A operação, anunciada por R$ 210 milhões, reunia representantes israelenses da Strauss Group, brasileiros da São Miguel Holding e japoneses da Mitsui Alimentos. O desafio não era apenas alternar idiomas: era preservar intenção, grau de certeza e estilo de comunicação entre três culturas negociais.